Você sabe porque os tomates são chamados de “súpertomates”?
Grandes tomates contra o câncer e o colesterol. Muitos pesquisadores estão direcionando seus estudos para o tomate para garantir uma proteção contra várias doenças. Um time britânico, do Centro John Innes de Norwich criou um novo súpertomate baseado nas propriedades da proteína AtMYB12.
Esta proteína é capaz de aumentar o nível de fenilpropanoides, um grupo de antioxidantes muito importantes para o corpo humano. Os tomates produzidos por cientistas britânicos têm um alto conteúdo de resveratrol, antioxidante que também podemos encontrar no vinho tinto.Mas estes tomates a concentração é igual ao que teria em 50 garrafas de vinho.
A ação destes antioxidantes é essencial para prevenir doenças crônicas como o câncer. Cathie Martin, professor do Centro John Innes, disse: “Nosso estudo fornece um meio para produzir, em laboratório, os compostos de fenilpropanoides em quantidades industriais. O nosso trabalho vai ser interessante também para outros campos, incluindo o estudo das plantas medicinais.”
Também os cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, liderada por Alan Fogelman, apresentaram um novo super-tomate Ogm. Neste caso, criaram um tomate geneticamente modificado para produzir um peptídeo que imita a ação do colesterol bom, limpeza das artérias e reduz o risco de aterosclerose.
O produto, testado em ratos, mostrou que os ratos que tinham sido tratados com estes tomates apresentavam menos inflamação e aterosclerose. O Dr. Fogelman, explicou: “Nós descobrimos um novo e prático sistema para produzir um peptídeo que atua como a proteína-chave presente no colesterol bom, mas é muito mais eficiente, e pode ser consumido pelos vegetais.”. Os cientistas têm manipulado os tomates para produzir 6F, o peptídeo que imita a ação de apoA-1, uma proteína chave no colesterol HDL (“bom”).
Além disso, o teor de licopeno dos tomates também os tornam bons defensores contra doenças cardiovasculares e câncer. O licopno é um carotenóide com efeitos reconhecidos contra o envelhecimento, mas que seria eficaz na prevenção da doença cardiovascular e o câncer.