“Carne cancerígena pela OMS” O que há de verdade?

14 Jul    Uncategorized via102
Jul 14

“Carne cancerígena pela OMS” O que há de verdade?

A OMS poderia incluir as carnes processadas no grupo de substâncias mais perigosas para a saúde, onde também está o tabaco e o amianto, de acordo com publicados meios de comunicação britânicos.

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), dependente da OMS, publicado em segunda-feira um relatório sobre os potenciais riscos de consumir carne vermelha e processada. Prevê-Se que os cientistas de dez países diferentes voltem a avaliar o seu risco de provocar câncer. A imprensa inglesa adianta que a OMS poderia elevar o nível de risco destas substâncias, e incluir a carne processada, como bacon, salsichas e frios processado – no grupo 1, de substâncias carcinogênicas, onde também está o tabaco ou o amianto.

Segundo publicou na sexta-feira o Daily Mail’e conforme recolhe a agência Reuters, a OMS propõe um limite de 20 gramas diários de bacon, o equivalente a um corte, quando, até agora, a recomendação era de 70 gramas. Quanto à carne vermelha, a agência, de acordo com os meios britânicos, elevará seu risco até o grupo A2, onde se encontram as substâncias “provavelmente” cancerígenas.

De fato, o Código Europeu contra o Cancro, que recolhe até 12 dicas para reduzir o risco de ter um câncer, já recomendável limitar a carne vermelha e os alimentos com um elevado teor de sal e evitar a carne processada. Já há muito tempo que os especialistas recomendam consumir mais frutas, legumes, carne branca e peixe e menos carne vermelha. “E cuidado, porque as carnes processadas podem ter muitos mais poluentes que são altamente cancerígenos”, alertava há uns dias, a nutricionista L. Padrão.

A médica e escritora Odile Fernández, que acaba de publicar o ‘Guia prático para uma alimentação e vida oncológica’, explica também que a OMS estima que um em cada três cancros tem que ver com a alimentação e estilos de vida. Isso explica, em uma entrevista com Carles Capdevila.